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Urgente ou importante?

Sempre gostei de ler sobre produtividade e gerenciamento de tempo, tanto para questões profissionais, como pessoais. Não apenas por considerar este o maior dos ativos, mas também por achar sempre se pode melhorar.

A dica inicial e, quase unanime do que leio é: primeiro separe o que é prioridade do que é urgente. Simples de falar e muito, muito difícil de fazer.

Você pode começar o seu dia (ou semana, ou ciclo, ou o que for) com tudo certinho e organizado. Mas se as urgências começarem a surgir, o que acontece? Se é urgente, é para ser resolvido o mais rápido possível. E o mais comum é deixar tudo de lado e tratar da urgência, certo?

O problema é que isso vira um perigoso ciclo vicioso. Buscando respostas para esta questão, encontrei uma teoria interessante de Daniel Kahneman, um psicólogo que ganhou o Prêmio Nobel de Economia.

Ele é um teórico da finança comportamental, que combina a economia com a ciência cognitiva para explicar o comportamento aparentemente irracional da gestão do risco. Pesquisou como indivíduos e grupos agem, de acordo com a sua percepção de risco, e concluiu que, se você apresenta um fenômeno como uma ameaça, as pessoas reagem com muito mais energia e intensidade do que se você a apresentar como uma oportunidade. Quanto maior a percepção do risco, maior a intensidade de ação.

O medo de perder é muito maior do que motivação de ganhar.

Está explicado o comportamento padrão. De um modo geral, as urgências estão relacionadas a perdas (ou percepção de perda). Enquanto que as oportunidades estão relacionadas a questões futuras, que ainda não se concretizaram. Sem ameaças, o pensamento se fixa no hoje, no que é urgente.

A sugestão então é mostrar as “ameaças” de não se tratar uma questão importante como deveria.

Será que funciona? É preciso experimentar sem cair na tentação de virar um mensageiro do apocalipse ou enxergar ameaças irreais em tudo.

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