Feeds:
Posts
Comments

Posts Tagged ‘PMBoK’

Neste final de semana vi o filme Julie&Julia. OK, é totalmente feminino e retrata a vida de Julia Child, autora de livros de culinária e apresentadora de televisão norte-americana, e a tentativa de Julie Powell  de cozinhar todas as 524 receitas de Julia Child.

Tudo bem que ao final do filme você está louco para experimentar aquelas comidas e com vontade de cozinhar, mas o que mais me chamou a atenção foi a atitude delas:

Julia, depois que descobre que ama cozinhar aprende a fazer isso e passa 8 anos escrevendo um livro de culinária, testando receitas e buscando uma editora que pudesse publicá-lo. Quando consegue, dizem que o livro não seria economicamente viável. Ela então se propõe a escrevê-lo novamente, reduzindo e simplificando o conteúdo. Mas como reduzir o que todos chamavam de “obra de arte”? Mantendo o foco. Desde o início, seu objetivo era produzir um livro de “receitas francesas para donas de casa sem empregadas domésticas”. E, sabendo exatamente o que queria foi ajustando e adequando seu texto e conseguiu transformar seu livro Mastering The Art of French Cooking em um best seller, fez um programa de TV e se tornou um celebridade nos EUA na década de 1960.

Julie também sabia claramente o que queria: cozinhar todas as receitas do livro de Julia em um ano. Também manteve o foco apesar de todas as dificuldades.  Cozinhou todos os dias para manter-se dentro do prazo. Refez receitas que não deram certo, e persistia e mirava sempre no seu objetivo: 524 receitas em 365 dias. Claro que conseguiu !

Mas e a Nintendo, onde entra nesta história?

Entra quando pensamos em como é importante manter o foco e o objetivo. A Nintendo tem uma história pouco conhecida: começou produzindo cartas, sim, cartas como as de baralho, e há pouco tempo revolucionou o mercado de videogame quando criou o Wii. A princípio pode parecer estranho mas ambas iniciativas estavam alinhadas com o objetivo da empresa: entretenimento para a família.

Hoje o Wii é o console mais vendido, contando com participação expressiva de mulheres e 3ª idade, um público bem diferente do usual para videogames. A Nintendo integra diferentes idades e alcança seu objetivo de gerar entretenimento para família.

Estes exemplos tão diferentes mostram a importância de se manter o foco no objetivo definido. Mostram que, embora o plano original tenha sido alterado e adaptado, os esforços direcionavam para o objetivo.

O PMBoK diz que em um projeto mudanças podem ocorrer desde que não alterem o objetivo do projeto. Se isso ocorrer, deve-se repensar na necessidade deste projeto.

Já o Manifesto Ágil prega que mudanças são mais importantes do que seguir um plano se for para agregar valor. Agregar valor é o objetivo principal.

Quando se determina claramente um objetivo fica fácil decidir e definir as prioridades em momentos de crise. Mesmo que os planos tenham que ser alterados.

Curiosidades:

Advertisements

Read Full Post »

Barco da Família Shurmann

Barco da Família Shurmann

Esta frase foi dita pela “Família Shurmann”, e me parece feita para o gerenciamento de riscos. É certo que os problemas e eventos adversos ocorrerão ao longo de um projeto. Mas se pensarmos que podemos sempre ajustar o plano para comportá-los, não nos distanciaremos tanto dos objetivos do projeto.

Para velejadores experientes até mesmo uma tempestade é proveitosa para se avançar, porque não nos prepararmos também para as dificuldades no projeto? Porque não nos prepararmos para aproveitarmos ao máximo uma oportunidade?

Entendo que o tratamento dos riscos em um projeto pode não ser simples. É preciso que o gerente do projeto, a equipe e o sponsor estejam cientes dos benefícios e custos envolvidos.

Segundo o PMBoK, o gerenciamento dos riscos do projeto inclui os processos de planejamento, identificação, análise, planejamento de respostas, monitoramento e controle de riscos de um projeto. Os objetivos do gerenciamento são aumentar a probabilidade e o impacto dos eventos positivos e reduzir a probabilidade e o impacto dos eventos negativos no projeto.

Muitas empresas não reconhecem o valor da gestão de riscos e quanto os problemas começam a acontecer promovem a busca pelos culpados por questões que poderiam ter sido evitadas e tratadas anteriormente.

Da mesma forma, acham “sorte” quando um evento positivo traz benefícios inesperados.

Sem a avaliação correta estes eventos continuam a se repetir nos próximos projetos.

O profissional que desejar se diferenciar deve saber como tratar riscos. Caso sua empresa não reconheça esta necessidade sugiro iniciar a empreitada identificando os riscos em seu projeto. Lições aprendidas são uma boa fonte. Você pode ainda consultar profissionais de outras áreas. Esta lista pode não ser a mais completa, mas servirá de referência para evoluções futuras.

A partir desta identificação de riscos, você terá que analisar o impacto qualitativo e quantitativo de cada item. Parece complicado? Apenas parece.

A análise qualitativa visa priorizar os riscos através da avaliação e combinação de sua probabilidade de impacto de ocorrência e impacto. Ou seja, ao identificar os riscos que têm mais chances de ocorrer ou que podem gerar maior impacto fica mais fácil decidir quais riscos serão tratados.

A partir de então é preciso analisar numericamente o efeito dos riscos identificados nos objetivos gerais do projeto, ou seja, qual o valor ($) do prejuízo ou ganho caso o risco ocorra. O valor determinará o tipo de resposta mais adequada para cada item.

Pode-se criar respostas para explorar e garantir que ele ocorra, no caso de riscos positivos, ou eliminar o risco, para riscos negativos. Este tipo de resposta pode impactar inclusive no plano de gerenciamento do projeto para remover totalmente a ameaça.  Existem várias respostas neste meio termo, que não serão tratadas neste post. Por curiosidade são elas: transferir, mitigar, aceitar, compartilhar, melhorar, aceitar.

Com esta visão ficará mais fácil convencer aos sponsors do projeto da necessidade do gerenciamento dos riscos em um projeto.  Caso não seja possível monitorar e controlar, é possível que muitos riscos ocorram, principalmente os negativos, e em um próximo projeto, talvez seus argumentos tenham mais sucesso.

Read Full Post »