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Posts Tagged ‘Liderança’

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O Gerente MinutoO livro foi bem recomendado por uma amiga. Depois de algumas buscas pela web, reconheço que iniciei a leitura com um pouco de preconceito. O preconceito aumentou ainda mais quando percebi o tom de auto-ajuda e texto muito direcionado para o perfil do “americano médio”.

Achei que não ia perder muito tempo em ler. Deixei então de lado todo o meu preconceito, que neste ponto já estava nas alturas e segui.

Encontrei uma pequena “fábula” do mundo corporativo. Um novato encontra um gerente experiente e altamente eficaz que lhe passa os segredos para uma a excelência na gestão de pessoas.

Os conceitos básicos são interessantes e já bem conhecidos: pessoas satisfeitas consigo mesmas produzem bons resultados e são mais produtivas. Logo, a chave para aumentar a produtividade de sua equipe é a satisfação.

Mas como chegar a este ponto? E então ele ensina:

  • Objetivos Minuto – defina de forma clara os objetivos e faça a descrição exata do que espera que seja realizado. Assim, as pessoas sabem exatamente o que tem fazer para alcançar este resultado. O “como fazer” é discutido entre os envolvidos.
  • Elogios Minuto – com a frase “Flagre as pessoas fazendo a coisa certa”, nos encoraja a valorizar os acertos da equipe para estimular a repetição de bons comportamentos e resultados. Mostre sempre o que foi feito corretamente e como isso ajuda à empresa e às demais pessoas que nela trabalham. É fácil perceber como este discurso ainda reforça o espírito de equipe!
  • Repreensões Minuto – agora o outro lado da moeda: todo erro deve ser sinalizado o mais breve possível. Se estava claro o que devia ser feito, e o profissional tinha todos os recursos e meios para isso, por que não se fez a coisa certa? Mostre respeito pelo profissional e sua importância na empresa, mas repreenda a ação. Mostre claramente o que erro e porque não pode aceitá-lo.

De um modo geral, as pessoas trabalham em “tentativa e erro”, ou quase às cegas, sem retorno e sem saber se o que estão fazendo está certo ou não. Os erros somente são apontados quando se chega a um limite. Quase como uma surpresa pois sempre se trabalhou daquela forma.

A grande questão é que todos gostam mais de acertar do que de errar. Se indicarmos claramente onde a pessoa acerta e erra, será mais fácil com o tempo, vê-la acertando mais do que errando. Se apontarmos claramente o erro, mas valorizarmos as pessoas, elas vão tentar evitá-los e evoluir.

Independente de sua posição, estas são ações fáceis de serem colocadas em prática, e de experimentar. E, se ainda estiver em dúvida quanto à sua eficácia, inverta os papéis e pense se não gostaria de ser orientado desta forma.

Sobre o livro:
O Gerente Minuto
– Keneth Blanchard & Dr. Spencer Johnson – 112 páginas – Record

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IncrivelViagemDeShackleton

Capa do Livro

Acabo de ler “A incrível viagem de Shackleton – a mais extraordinária viagem de todos os tempos” de Alfred Lansing. Fiquei fascinada pela empreitada e principalmente por seus integrantes, sua resistência e vontade de viver.

O livro relata a impressionante história de Sir Ernest Shackleton que, no verão de 1914 parte para a Expedição Imperial Transantártica com o objetivo de cruzar o continente antártico, passando pelo Pólo Sul. Mas a apenas um dia do ponto do desembarque planejado, o Endurance fica aprisonado num banco de gelo do mar de Weddell e acaba sendo destruído.

Por quase seis meses, Shackleton e sua tripulação de 27 homens sobrevivem em placas de gelo em umas das mais inóspitas regiões do mundo, se alimentando de focas, cães, pingüins, leopardos marinhos e o que mais encontrassem e conseguissem caçar.

Endurance

Endurance preso no gelo

Até que conseguem iniciar sua tentativa de viagem de retorno à civilização em botes salva-vidas. Chegam a Elephant, uma ilha totalmente selvagem. E a partir deste  ponto partem em um pequeno grupo de seis pessoas para a travessia de 800Km numa embarcação de 22 pés (aprox. 6 m) em um dos trechos mais temidos até hoje para  a navegação –  a passagem Drake. A região é  varrida por ventos de 150 km/h e  frio de 40 graus negativos.  Por fim, ainda precisam atravessar a Geórgia do Sul com suas montanhas de até 3000m de altura, um terreno nunca antes mapeado, com a ajuda apenas de uma corda de 15 metros e uma machadinha, e lutar contra o ar rarefeito.

Toda esta aventura já valeria o livro, mas o que mais me impressionou foi o estilo de liderança de Sir Ernest Shackleton.

Em condições totalmente adversas comanda seus homens através do exemplo. Participa de todas as atividades e não permite nenhum tipo de privilégio a qualquer de seus homens ou a si próprio.

Para manter o moral em alta, cria rotinas e atividades onde parecia impossível e gera sistemas de recompensa, usando os parcos recursos que dispõe como rações de comida e tabaco. Tudo isso para evitar ócio e pensamentos destrutivos da equipe. Chegam a promover celebrações de Natal e solstício de inverno, onde seria impossível pensar em festejar qualquer coisa .

James Caird

James Caird, o bote salva-vidas de 22 pés com o qual navegam próximos ao Cabo Horn

Sua capacidade fica evidente em alguns episódios:

  • Quando precisam se deslocar sobre o gelo, a determinação é que cada um leve o estritamente necessário. Na frente de seus homens, e de forma bem simbólica, se desfaz de alguns de seus bens como cigarreira de ouro e até uma bíblia com a dedicatória da Rainha. Rasga algumas poucas páginas para levar consigo.
  • Quando o gelo da banquisa sobre a qual acampam começa a rachar, são obrigados a se deslocar. Apenas algum tempo depois de terem partido, é que ele designa um responsável para retornar ao acampamento para deixar um bilhete informando seu destino e direção. Isso porque caso tivesse deixado o bilhete antes, os homens poderiam entender que não havia chances de sobreviver e se tratava de um bilhete de despedida.
  • Na jornada de cerca de 80 horas remando no mar de Weddell, atravessando um dos piores climas do mundo, ele promete a honra de ser o primeiro homem a pisar na Ilha Elephant a um dos integrantes, que estava doente e amuado. Por Deus!! Eram náufragos, sem comida, sem água, remando incessantemente por horas, sem dormir e ele ainda arruma artifícios para motivar e consegue !!
  • Um dos integrantes da equipe gerava alguma confusão, Shackleton, durante o acampamento, o coloca exatamente em sua barraca, pois era melhor ele prórpio aguentá-lo do que impor isso a qualquer outro membro da equipe.

O livro está repleto de exemplos e passagens intrigantes. O desenrolar é inacreditável e ao final de quase dois anos, Shackleton faz com que todos regressassem com vida.

Tripulação do Endurance

Tripulação do Endurance

Mais do que a resistência que batizou seu barco e eles sabiam ser necessária para completar a empreitada, vemos que a liderança eficaz, a preocupação com cada um dos homens e a obstinação em salvar a todos sem exceção, garantiu a glória e o mérito de terem feito muito mais do que pretendiam na Expedição Imperial Transantártica e retornassem com vida.

Liderança capaz de manter acesa a esperança nos 27 homens com as mais diversas habilidades, formações, caráter, temperamentos, ambições. Uma equipe que partira com um objetivo de fazer história com seu pioneirismo, mas que ficou conhecida para sempre por sua bravura, coragem, tenacidade, companheirismo e uma incrível vontade de sobreviver.

Curiosidades:

  • A travessia transantártica só foi realizada 43 anos depois com o apoio de equipes motorizadas, aviões e rádios poderosos.
  • A travessia da Georgia do Sul (das montanhas) foi realizada com sucesso quase 40 anos depois com um equipe de alpinistas experientes e bem equipados.

Para saber mais:

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Pesquisas mostram que até 90% do tempo do gerente de Projetos é gasto em comunicação e é um dos principais fatores de sucesso em um projeto. Entretanto, a meu ver a forma de gestão adotada pelo gerente pode influenciar ainda mais no resultado do projeto. Isso porque o gerente depende na maior parte do tempo de pessoas. Não basta comunicar fatos e documentos, é preciso envolver e mostrar a cada integrante da equipe a relevância do trabalho realizado assim como a sua importância para a organização.

Existem vários estilos de liderança. E não se pode dizer que um é mais correto que o outro, mas sim, que um está mais adequado que outro ao tipo de projeto, ao momento no qual o projeto se encontra e à maturidade da equipe.

Os estilos mais comuns são:

  • Direção – o gerente oferece instruções específicas sobre o trabalho deve ser realizado e supervisiona rigorosamente.
  • Treinamento – o gerente explica e supervisiona atentamente a realização das atividades, mas também explica as decisões, solicitando sugestões e incentivando o desenvolvimento dos integrantes da equipe.
  • Apoio – o gerente facilita e apóia os esforços dos subordinados para cumprir as atividades e compartilha a tomada de decisões.
  • Delegação – o gerente transfere para os subordinados a responsabilidade do processo decisório e da solução dos problemas.

Existe um consenso de que o gerente de projetos deve usar o estilo de “Direção” no início do projeto, pois neste momento ele é a pessoa com mais informações sobre o que deve ser feito. Já durante a execução, o gerente deve ser mais um apoiador e “treinador”. É preciso conhecer a opinião e entender as dificuldades da equipe para identificar o que pode ser melhorado para que o projeto siga o curso planejado.

O gerente bem-sucedido é aquele que sabe se comportar adequadamente de acordo com a situação, ou seja, é aquele que consegue perceber cada contexto e aplicar o estilo de liderança segundo as circunstâncias, tendo como premissas básicas: “foco nos objetivos” e a “vontade de ajudar o outro”, utilizando o potencial de cada indivíduo e o estimulando favoravelmente.

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