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Workaholism

Estou lendo o Rework da 37Signals, que já promete pelo DNA. Leitura fácil e conceitos hum… ótimos, para quem foca em resultados.

Ainda estou no início, mas resolvi fazer uma tradução livre de um dos capítulos. Conforme avançar, vou postando mais… Espero que gostem e que seja útil.

O tema então é “Workaholism”, para o qual não tenho nenhuma sugestão em português. Vai assim mesmo, acho melhor do que: o hábito de ser viciado em trabalho… 🙂

Workholism

Nossa cultura celebra a idéia do workaholic. Sempre escutamos pessoas falarem sobre trabalhar até tarde, virar noite e até dormir no escritório. Consideram uma honra se matar por um projeto. Qualquer trabalho é muito trabalho.

Este comportamento não é só desnecessário, é estúpido. Trabalhar mais não significa que você obteve melhores resultados. Apenas significa que você trabalhou mais.

Workholics vivem mais criando problemas do que resolvendo. Primeiro, trabalhar assim não é sustentável em longo prazo. E quando a exaustão chega – e chega – seu impacto e força são muito maiores.

Workholics perdem o ponto também. Tentam resolver problemas dedicando horas a eles. Tentam compensar a preguiça intelectual com a força bruta.  O que resulta em soluções pouco elegantes.

Chegam até a criar crises. Não procuram formas de serem mais eficientes porque simplesmente gostam de trabalhar a mais.  Gostam de se sentir como heróis. E criam problemas (muitas vezes involuntariamente) apenas para trabalhar mais.

Workaholics fazem com que as pessoas que não trabalham até mais tarde se sintam inadequadas ou como se apenas cumprissem o horário. Isso gera um sentimento de culpa e moral baixo por todo o ambiente. E mais, reforça o conceito de “bater o ponto” – onde as pessoas ficam apenas por obrigação e mesmo que não estejam sendo produtivas.

Se tudo o que você faz é trabalhar, você pode perder o poder de avaliação. Seus valores e decisões podem ficar um pouco deturpados. Você perde a capacidade de decidir se um esforço extra vale a pena ou não. E termina exausto. E ninguém toma boas decisões exausto.

No fim, workaholics não produzem mais do que os non-workaholics. Eles se auto-intitulam perfeccionistas, mas estão apenas perdendo tempo alterando detalhes insignificantes ao invés de seguir em frente.

Workholics não são heróis. Eles não salvam o dia, apenas o gastam. O herói de verdade já está em casa porque conseguiu um jeito mais rápido e inteligente de finalizar seu trabalho.

Para saber mais:

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Manifesto

Às vezes perguntam qual a melhor linha de Gerenciamento de Projetos, ou qual defendo. A meu ver, o método deve se adequar: a realidade e necessidades do projeto, da empresa que o desenvolve e da empresa cliente.

Conheço os dois lados: já trilhei um bom caminho com métodos tradicionais, sou certificada PMP, mas também aplico conceitos e práticas ágeis desde 2008. Em ambos obtive ótimos resultados.

De modo geral, vejo as pessoas criticando os métodos tradicionais por total falta de conhecimento, preguiça em estudar (sim, é preciso estudar muito e não é fácil) e até mesmo por experiências negativas por conta da aplicação incorreta de técnicas/ferramentas. Vejo também muitas pessoas criticarem o método alheio apenas por ser o seu oposto (dos dois lados do “ringue”).

Por isso, não entro nesta discussão que nada agrega. Desconfio de quem desqualifica o seu oponente sem conhecê-lo corretamente.  Ambos os métodos têm espaço, mas antes de decidir pelo seu método, é importante pensar na cultura corporativa de sua empresa e também em sua filosofia.

Pensando em todas estas questões, resolvi compartilhar meus pensamentos sobre os valores do Manifesto Ágil:

Indivíduos e interação entre eles mais que processos e ferramentas
Entendo que processos e ferramentas sejam importantes para organizar, medir resultados e normalizar. Mas também acredito que pessoas não são recursos, e que apenas com seu esforço e vontade podemos gerar um produto excepcional. Apenas as pessoas são responsáveis pela inovação e pelo resultado. Trabalhamos em projetos criativos, que exigem muito (em geral) em um curto prazo. Sem pessoas motivadas e suas interações não teremos resultados, independente do processo ou ferramenta utilizada.

Software em funcionamento mais que documentação abrangente
Documentação abrangente e detalhada é importante para a manutenção, evolução e memória do projeto, mas de nada adianta se não for consultada e atualizada. Acredito que se software tiver código limpo, claro e explicado vale mais do que páginas e páginas de documentos não consultados. Claro que alguns documentos precisam ser gerados, mas verifique a real necessidade deles para o projeto e para a empresa antes de gerá-lo.

Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos
Entendo que os contratos são criados para manter o bom relacionamento e evitar abusos por uma das partes. Porém se pensarmos em uma relação ganha-ganha, na qual ambas as partes saem satisfeitas, temos a colaboração com o cliente na sua essência. Acredito que mais importante do que um contrato é a relação de longo com o cliente – que a mereça e também a queira.

Responder a mudanças mais que seguir um plano
Sem um plano nenhum objetivo pode ser alcançado, mas este plano não pode engessar o projeto a ponto de bloquear todas as mudanças. Mudanças ocorrem e devem ser tratadas. Mas jamais devem ser absorvidas de qualquer maneira. A primeira coisa a fazer é entender sua real necessidade e objetivo. Muitas mudanças podem inviabilizar ou anular um projeto. Acredito que as mudanças benéficas e possíveis ao projeto (e apenas estas) são bem vindas e por isso são mais importantes do que um plano.

Como estou tratando inicialmente de uma questão filosófica, acredito ser possível aplicar estes valores independente do método escolhido e independente da área de atuação. Claro que é mais fácil em um framework criado a partir desta base. Mas de nada adianta aplicar o método sem conhecer /concordar com seus valores e princípios. Não vai funcionar, como já não está funcionando para muita gente.

Pense você também no que acredita, reflita e defina o melhor método para sua realidade. Não por um modismo, mas pela necessidade de seu negócio. E lembre-se que os métodos, as técnicas e as ferramentas podem até mudar, mas suas crenças não mudam tão rapidamente.

Para saber mais:

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Kaisen A frase título resume bem o Kaisen, filosofia japonesa que supõe que cada aspecto de nossa vida merece ser melhorado constantemente, e difunde como conceitos base: qualidade, esforço, voluntariedade em mudar, comunicação e, para o âmbito corporativo, envolvimento de todos os empregados.

No ocidente pensamos que melhorias e mudanças devem ser drásticas para gerar resultados, mas os orientais acreditam que até pequenas e constantes mudanças, mesmo sendo fáceis e baratas de serem implementadas, podem gerar redução de custos, melhoria da qualidade, e/ou aumento da produtividade e eficiência.

Kaisen é uma busca diária com o objetivo de melhorar. É um processo que quando bem implementado, humaniza o ambiente de trabalho, reduz o desperdício e estimula as pessoas a experimentar novas soluções.

Apesar de ter iniciado após a Segunda Guerra Mundial, e ter como maior inspiração o sucesso no Sistema de Produção da Toyota, este modelo se mostra cada dia mais forte e atraente.

Os agilistas têm difundido e incorporado estes princípios com sucesso em seus projetos. A cada retrospectiva temos a oportunidade de rever o que aconteceu, entender os erros, propor melhorias e experimentá-las já no novo sprint.

De um modo geral, equipes auto-gerenciadas são mais maduras e preparadas para esta abordagem, e assim, contribuem com prazer, atingindo os objetivos já citados da melhoria contínua: redução de custos, melhoria da qualidade, e/ou aumento da produtividade e eficiência.

Mesmo que em sua empresa estes conceitos não sejam institucionalizados, acho válido um teste pessoal, como um desafio. Existem tantos e tantos aspectos a serem melhorados, que nem vai ser difícil começar.

A cada dia se pergunte: o que posso melhorar hoje?

Boa sorte!!

Para saber mais:

A frase título resume bem o Kaisen, que mais do que uma prática japonesa, é uma filosofia.
Esta filosofia supõe que cada aspecto de nossa vida merece ser melhorado constantemente e difunde como conceitos base: qualidade, esforço, voluntariedade em mudar, comunicação e, para o âmbito corporativo, envolvimento de todos os empregados.
No ocidente pensamos que melhorias e mudanças devem ser drásticas para gerar resultados, mas os orientais acreditam que apesar de pequenas e constantes, mesmo sendo fáceis e baratas de serem implementadas, podem gerar redução de custos, melhoria da qualidade, e/ou aumento da produtividade e eficiência.
Kaisen é uma busca diária com o objetivo de melhorar. É um processo que quando bem implementado, humaniza o ambiente de trabalho, reduz o desperdício e estimula as pessoas a experimentar novas soluções.
Apesar de ter iniciado após a Segunda Guerra Mundial, e ter como maior inspiração o sucesso no Sistema de Produção da Toyota, este modelo se mostra cada dia mais forte e atraente.
Os agilistas têm difundido e incorporado estes princípios com sucesso em seus projetos. A cada sprint, temos a oportunidade de rever o que aconteceu, entender os erros e propor melhorias e experimentá-las já no novo sprint.
De um modo geral, equipes auto-gerenciadas são mais maduras e preparadas para esta abordagem, e assim, contribuem com prazer, atingindo os objetivos já citados da melhoria contínua: redução de custos, melhoria da qualidade, e/ou aumento da produtividade e eficiência.
Mesmo que em sua empresa estes conceitos não sejam institucionalizados, acho válido um teste pessoal, como um desafio. Existem tantos e tantos aspectos que nem vai ser difícil começar.
A cada dia se pergunte: o que posso melhorar hoje?
Boa sorte!!

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Neste final de semana vi o filme Julie&Julia. OK, é totalmente feminino e retrata a vida de Julia Child, autora de livros de culinária e apresentadora de televisão norte-americana, e a tentativa de Julie Powell  de cozinhar todas as 524 receitas de Julia Child.

Tudo bem que ao final do filme você está louco para experimentar aquelas comidas e com vontade de cozinhar, mas o que mais me chamou a atenção foi a atitude delas:

Julia, depois que descobre que ama cozinhar aprende a fazer isso e passa 8 anos escrevendo um livro de culinária, testando receitas e buscando uma editora que pudesse publicá-lo. Quando consegue, dizem que o livro não seria economicamente viável. Ela então se propõe a escrevê-lo novamente, reduzindo e simplificando o conteúdo. Mas como reduzir o que todos chamavam de “obra de arte”? Mantendo o foco. Desde o início, seu objetivo era produzir um livro de “receitas francesas para donas de casa sem empregadas domésticas”. E, sabendo exatamente o que queria foi ajustando e adequando seu texto e conseguiu transformar seu livro Mastering The Art of French Cooking em um best seller, fez um programa de TV e se tornou um celebridade nos EUA na década de 1960.

Julie também sabia claramente o que queria: cozinhar todas as receitas do livro de Julia em um ano. Também manteve o foco apesar de todas as dificuldades.  Cozinhou todos os dias para manter-se dentro do prazo. Refez receitas que não deram certo, e persistia e mirava sempre no seu objetivo: 524 receitas em 365 dias. Claro que conseguiu !

Mas e a Nintendo, onde entra nesta história?

Entra quando pensamos em como é importante manter o foco e o objetivo. A Nintendo tem uma história pouco conhecida: começou produzindo cartas, sim, cartas como as de baralho, e há pouco tempo revolucionou o mercado de videogame quando criou o Wii. A princípio pode parecer estranho mas ambas iniciativas estavam alinhadas com o objetivo da empresa: entretenimento para a família.

Hoje o Wii é o console mais vendido, contando com participação expressiva de mulheres e 3ª idade, um público bem diferente do usual para videogames. A Nintendo integra diferentes idades e alcança seu objetivo de gerar entretenimento para família.

Estes exemplos tão diferentes mostram a importância de se manter o foco no objetivo definido. Mostram que, embora o plano original tenha sido alterado e adaptado, os esforços direcionavam para o objetivo.

O PMBoK diz que em um projeto mudanças podem ocorrer desde que não alterem o objetivo do projeto. Se isso ocorrer, deve-se repensar na necessidade deste projeto.

Já o Manifesto Ágil prega que mudanças são mais importantes do que seguir um plano se for para agregar valor. Agregar valor é o objetivo principal.

Quando se determina claramente um objetivo fica fácil decidir e definir as prioridades em momentos de crise. Mesmo que os planos tenham que ser alterados.

Curiosidades:

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